Esse ano começa a maior viagem da minha vida...
Tudo começou com uma idéia a dois anos atrás, quando cursava faculdade de design. Foi a união de dois sonhos: fazer um mestrado no exterior e conhecer efetivamente a cultura japonesa. Estudando um pouco sobre o design japonês resolvi juntar o útil ao agradável: Fazer mestrado no Japão. E por que não? Entrei em contato com o Escritório Consular Japonês de Porto Alegre e descobri uma bolsa de estudos do governo japonês (Monbukagakusho: MEXT). Resolvi tentar.
A primeira tentativa foi em 2011 para cursar em 2012. Passei na entrega dos documentos, passei na prova de línguas, fui até a entrevista. Mas infelizmente não fui selecionada. Havia candidatos mais preparados e apenas duas vagas. Mas eu sou brasileira... e não desisto nunca! Hehe. Decidi tentar mais uma vez. Me candidatei novamente em 2012 para cursar em 2013. Mais uma vez, passei na entrega de documentos, na prova e cheguei na entrevista... desta vez mais nervosa do que na primeira vez. Pensei: "Duvido que eu tenha conseguido!", mas fiquei aguardando o resultado de qualquer forma.
Foi no dia 10 de julho de 2012, quando a recebi a notícia. Eu estava na 25 de março, em São Paulo, com minha amiga quando meu celular tocou. Atendi. Era o pessoal do Escritório Consular me perguntado se eu ainda estava interessada na bolsa, pois eu havia sido selecionada. Nesse ano eles conseguiram mais uma bolsa, por isso havia demorado o retorno, mas eu estava entre os dois primeiros selecionados. Não preciso dizer que a coitada da minha amiga teve que me carregar pela 25 de março até o nosso hostel, porque eu estava em choque total.
Depois de 189 curtidas e 99 comentários no facebook, a notícia se espalhou e começou a gincana da busca e correção de documentos: atestados de saúde, exames médicos, fotos 3,5cm X4,5cm... Mas nada muito difícil. O próximo passo foi entrar em contato com as Universidades. Esse foi o primeiro momento de medo de perder a bolsa. Eu precisava ser aceita em alguma Universidade de lá. E isso dependia totalmente de mim. Muito bem. Entrei em contato com três: Kyoto Institue of Technology, que oferecia o curso em inglês, e por isso se tornou a minha primeira opção; Kobe Design University, cujo curso é em japonês, mas oferece algum auxílio ao aluno estrangeiro, e é muito bem localizada para o meu projeto; e Musashino Art University, em Tokyo, na qual um dos professores é nada mais nada menos que Naoto Fukasawa, um designer conhecido internacionalmente (e que eu estudei na faculdade). A Musashino Art University era uma tentatia a longa distância de qualquer forma, pois é muito difícil entrar nas Universidade de Tokyo, e esta não oferecia nenhum tipo de auxílio aos estrangeiros. Infelizmente Tokyo não me aceitou. Mas tanto Kobe quanto Kyoto me aceitaram. O alívio real foi quando chegaram as cartas oficiais de aceite, com carimbo e tudo.
O segundo momento de medo foi quando precisava encaminhar as cartas de aceite para o Consulado, para que eles aprovassem. A primeira a me aceitar foi a Universidade de Kobe. Assim que chegaram os documentos, estes foram entregues. Mas o meu objetivo era Kyoto. E a carta não chegava. E eu comecei a ficar nervosa. E o pessoal do Consulado me ligando perguntando da carta, que já havia sido enviada! Descobri que foi postada com o CEP errado. A carta foi parar em Bagé e estava voltando para o Japão. No momento que descobri, entrei em contato com a Universidade, que prontamente me enviou outra. Mas as minhas chances para Kyoto diminuíram significativamente, pois já estava bem além do prazo de costume. Isso foi no final de novembro de 2012. Agora, tudo o que eu podia fazer era aguardar e torcer. A previsão de resposta, apenas no final de janeiro. E ainda corria-se o risco de talvez ser recusada (nunca aconteceu, mas tudo tem uma primeira vez...).
Foi nesta semana que chegou o resultado. Como o previsto... não rolou Kyoto. O meu destino: KOBE. Ao invés de conhecer os milhares de templos de Kyoto e viver em uma cidade preservada como patrimônio cultural, vou morar dois anos em uma das maiores cidades portuárias do Japão, escolhida pela UNESCO para participar da rede de cidades criativas como "Cidade do Design". Acho que foi uma troca justa...
A primeira semana de abril já está chegando... vamos lá...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
18 ago - Creta
E infelizmente chegou o último dia da minha viagem. Chegamos em Creta cedo pela manhã. Apesar do cansaço, saímos para o pacote de turismo agendado.
Nossa primeira parada foi no Monastério da Creta, que conta a história de um dos seus ícones "milagrosos". A pintura foi retirada do monastério duas vezes durante os períodos de conflito, e ambasnas vezes retornou "sozinha" ao local. Hoje ela permanece lá, junto com as correntes que foram usadas para tentar impedí-la de voltar.
O ponto alto do passeio foi a visita à Caverna de Zeus, local onde o deus nasceu e pode crescer para se voltar contra seu pai, Chronos, e libertar sua mãe e seus irmãos. A caverna possui estalactites e estalagmites de milhares de anos, além de ser bem refrescante em comparação à temperatura ambiente.
Almoçamos em um complexo com demonstração de artesanatos e um mini-zoológico com animais nativos da região. A última parada foi uma das praias de Creta, localizada no meio da cidade.
De volta ao navio, começamos os procedimentos para desembarque amanhã e fizemos nossa última refeição em conjunto, para então seguir para a festa de encerramento. Amanhã embarco para voltar para casa, passando por Paris e por São Paulo.
Foi bom enquanto durou. Agora voltamos à realidade.
Nossa primeira parada foi no Monastério da Creta, que conta a história de um dos seus ícones "milagrosos". A pintura foi retirada do monastério duas vezes durante os períodos de conflito, e ambasnas vezes retornou "sozinha" ao local. Hoje ela permanece lá, junto com as correntes que foram usadas para tentar impedí-la de voltar.
O ponto alto do passeio foi a visita à Caverna de Zeus, local onde o deus nasceu e pode crescer para se voltar contra seu pai, Chronos, e libertar sua mãe e seus irmãos. A caverna possui estalactites e estalagmites de milhares de anos, além de ser bem refrescante em comparação à temperatura ambiente.
Almoçamos em um complexo com demonstração de artesanatos e um mini-zoológico com animais nativos da região. A última parada foi uma das praias de Creta, localizada no meio da cidade.
De volta ao navio, começamos os procedimentos para desembarque amanhã e fizemos nossa última refeição em conjunto, para então seguir para a festa de encerramento. Amanhã embarco para voltar para casa, passando por Paris e por São Paulo.
Foi bom enquanto durou. Agora voltamos à realidade.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
17 ago - Santorini
O destino de hoje foi a tão esperada ilha Santorini. Começamos com uma caminhada pela vila Oia, que fica na ponta da ilha. As casas foram construídas ao longo do penhasco que dá direto para uma baía onde os barcos atracam. A vista é fenomenal. Assim como a maioria das ilhas gregas, as ruas são estreitas e os carros não conseguem passar por todas elas.
Almoçamos em um restaurante de frutos do mar com uma bela vista e descemos o penhasco em burros. Foi uma experiência turbulenta, mas muito interessante.
Na baía de Caldera (onde fica Santorini) existe um vulcão ativo, mas dormente. De barco, fo os visitar a ilha vulcânia chamada de Nea Kamenia. Mas antes, fizemos uma parada nas águas termais, é claro.
Para aproveitar nossas últi as horas em Santorini, fomos à praia deareia preta chamada Perivalos, rodeada de bares e música e com um a água tão transparente que era possível ver as pedras sob nossos pés.
De volta ao navio para o cocktail do grupo Contiki e mais uma sessão de karaokê.
Almoçamos em um restaurante de frutos do mar com uma bela vista e descemos o penhasco em burros. Foi uma experiência turbulenta, mas muito interessante.
Na baía de Caldera (onde fica Santorini) existe um vulcão ativo, mas dormente. De barco, fo os visitar a ilha vulcânia chamada de Nea Kamenia. Mas antes, fizemos uma parada nas águas termais, é claro.
Para aproveitar nossas últi as horas em Santorini, fomos à praia deareia preta chamada Perivalos, rodeada de bares e música e com um a água tão transparente que era possível ver as pedras sob nossos pés.
De volta ao navio para o cocktail do grupo Contiki e mais uma sessão de karaokê.
16 ago - Patmos - Kusadasi
Chegamos bem cedo pela manhã a Patmos. Depois de poucas horas de sono, desembarcamos, fomos até a praia e em seguida pegamos um táxi para ver a "caverna do apocalipse" também conhecida como gruta de St. John. De lá fomo visitar o Monastério, que está em ótimas condições, com mosaicos detalhadíssimos e muito bem executados.
De volta ao navio para mais algumas horinhas de viagem, e chegamos em Kusadasi. Lá fizemos um turismo em Ephesus, uma das ruínas mais bem conservadas da Grécia e da Turquia. Lá era possível ver a frente da biblioteca de dois andares reconstruída.
Voltamos para a cidade e fomos experimentar um tradicional banho turco, na casa de banhos mais antiga da cidade. Foi muito divertido. Depois de alguns minutos de sauna, fomos esfoliados e ensaboados com as técnicas turcas, seguidas por uma massagem.
Após uma última volta pelo bazar da cidade, retornamos ao navio para participar do cocktail, evento para o qual foi pedido o traje formal. Neste evento foram apresentados os principais diretores do navio, inclusive o capitão, com o qual era possível até tirar uma foto.
Após o cocktail, alguns de nós ficaram no salão para assistir ao show da noite, cujo tema era Uma Noite no Cinema. O show foi composyo de danças e músicas temas de filmes famosos executados pela equipe de entretenimento do navio. Foi bem divertido.
De volta ao navio para mais algumas horinhas de viagem, e chegamos em Kusadasi. Lá fizemos um turismo em Ephesus, uma das ruínas mais bem conservadas da Grécia e da Turquia. Lá era possível ver a frente da biblioteca de dois andares reconstruída.
Voltamos para a cidade e fomos experimentar um tradicional banho turco, na casa de banhos mais antiga da cidade. Foi muito divertido. Depois de alguns minutos de sauna, fomos esfoliados e ensaboados com as técnicas turcas, seguidas por uma massagem.
Após uma última volta pelo bazar da cidade, retornamos ao navio para participar do cocktail, evento para o qual foi pedido o traje formal. Neste evento foram apresentados os principais diretores do navio, inclusive o capitão, com o qual era possível até tirar uma foto.
Após o cocktail, alguns de nós ficaram no salão para assistir ao show da noite, cujo tema era Uma Noite no Cinema. O show foi composyo de danças e músicas temas de filmes famosos executados pela equipe de entretenimento do navio. Foi bem divertido.
15 ago - Mykonos - Dellos
Chegamos tarde em Mykonos, pelas 15h. Começamos o passeio com uma visita à Ilha de Dellos. Esta Ilha hoje é um santuário, onde ninguém pode morar a não ser pelos arqueologistas e pelos guardas. Normalmente, fica fechada nas segundas-feiras, mas fois aberta apenas para os nossos grupos de turismo, ou seja, estávamos praticamente sozinhos na Ilha.
A ilha foi um ponto importantíssimo como espaço de comércio e de religião. Os mitos dizem que foi lá que nasceram os deuses gêmeos Apollo Ártemis. Muitas estátuas e construções de mármore foram saqueados durante os anos, mas os arqueologistas estão scobrindo paredes e objetos quase intactos que foram cobertos pela terra e pelas plantas durantes os milhares de anos em que a ilha ficou abandonada.
Além de tudo isso, nossa guia turística descrevia a cidade e os costumes com uma paixão que era difícil não conseguir imaginar. Definitivamente foi um dos melhores passeios até agora.
De lá fomos a Mykonos, por onde passeamos por algumas horas, nos perdermos no labirinto de ruazinhos e rapidamente nos achamos. Passamos por muitas lojas, fizemos poucas comprinhas e vimos o pôr-do-sol nos moinhos da cidade.
De volta ao navio, o programa para a noite era o Baile sob as Estrelas, que ocorreu ao redor da piscina. Infelizmente, eu cheguei meio tarde e só consegui ver algumas das danças.
A ilha foi um ponto importantíssimo como espaço de comércio e de religião. Os mitos dizem que foi lá que nasceram os deuses gêmeos Apollo Ártemis. Muitas estátuas e construções de mármore foram saqueados durante os anos, mas os arqueologistas estão scobrindo paredes e objetos quase intactos que foram cobertos pela terra e pelas plantas durantes os milhares de anos em que a ilha ficou abandonada.
Além de tudo isso, nossa guia turística descrevia a cidade e os costumes com uma paixão que era difícil não conseguir imaginar. Definitivamente foi um dos melhores passeios até agora.
De lá fomos a Mykonos, por onde passeamos por algumas horas, nos perdermos no labirinto de ruazinhos e rapidamente nos achamos. Passamos por muitas lojas, fizemos poucas comprinhas e vimos o pôr-do-sol nos moinhos da cidade.
De volta ao navio, o programa para a noite era o Baile sob as Estrelas, que ocorreu ao redor da piscina. Infelizmente, eu cheguei meio tarde e só consegui ver algumas das danças.
14 ago - Izmir
Chegamos em Izmir á tarde. Nosso guia nos levou a um restaurante próximo do porto para que o pessoal pudesse experimentar o tradicional Narguillé. Eu não experimentei, mas foi interessante assistir.
Pegamos um dos ônibus Hop-On Hop-Off para ver a cidade. Fizemos apenas uma parada no meio do caminho, perto do relógio que nunca parou desde sua construção. Mas como era domingo, a maioria dos estabelecimentos estava fechado.
Ao finala do passeio, fomos a um restaurante experimentar alguns pratos gregos. Comemos um prato de grelhados e uma pizza turca, além de uma sobremesa tradicional. O garçom foi muito atencioso (e ganhou uma boa gorjeta).
Volta ao navio, fomos ver o pôr-do-sol no deck do quinto andar.
Pegamos um dos ônibus Hop-On Hop-Off para ver a cidade. Fizemos apenas uma parada no meio do caminho, perto do relógio que nunca parou desde sua construção. Mas como era domingo, a maioria dos estabelecimentos estava fechado.
Ao finala do passeio, fomos a um restaurante experimentar alguns pratos gregos. Comemos um prato de grelhados e uma pizza turca, além de uma sobremesa tradicional. O garçom foi muito atencioso (e ganhou uma boa gorjeta).
Volta ao navio, fomos ver o pôr-do-sol no deck do quinto andar.
13 ago - Istanbul
Em nossa primeira parada, desembarcamos na grande e movimentada cidade de Istanbul. O primeiro ponto de visita foi o Mosteiro Azul, com lindos azulejos decorados em azul, mosaicos e candelabros, seguido pela Santa Sophia com escritos e decorações em ouro.
Depois de uma apresentação sobre tapetes turcos, visitamos rapidamente o grande bazar. Para então seguir para o Palácio. Lá almoçamos e visitamos as exposiçôes de tesouros objetos encontrados nas ruínas.
Para terminar o dia, visitamos o mercado de temperos, que não vendia apens temperos mas também souvenirs e doces (os famosos Turkish Delights).
Depois de uma apresentação sobre tapetes turcos, visitamos rapidamente o grande bazar. Para então seguir para o Palácio. Lá almoçamos e visitamos as exposiçôes de tesouros objetos encontrados nas ruínas.
Para terminar o dia, visitamos o mercado de temperos, que não vendia apens temperos mas também souvenirs e doces (os famosos Turkish Delights).
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